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quarta-feira, 24 de maio de 2017

Colgate pode estar à venda, atraindo Unilever e 3G de Jorge Paulo Lemann


De acordo com o The New York Post, o CEO da Colgate, Ian Cook, disse a investidores que estaria aberto a uma venda da empresa a US$ 100 por ação, que ontem fechou a US$ 71,58.

A declaração teria sido feito numa reunião com investidores institucionais há algumas semanas.

A Colgate já está em alta de 5% no pre-market da Bolsa de Nova York.

Recentemente, o mercado começou a especular sobre uma possível oferta da Unilever pela Colgate.

Mas, depois que a Kraft Heinz fez sua oferta pela Unilever e sinalizou que está expandindo seus alvos da categoria mais estreita de ‘alimentos' para 'produtos de consumo', não seria surpresa se uma venda da Colgate gerasse uma disputa entre a Kraft e a própria Unilever.

Em tese, numa guerra de ofertas, a 3G teria condições de pagar mais caro, já que sua capacidade de cortar custos é muito mais reconhecida que a da Unilever, para dizer o mínimo.


O Post sugere que um terceiro comprador da empresa poderia ser a Procter & Gamble, hoje sob a influência do ativismo do investidor Nelson Peltz.

O jornal ainda cita a Johnson & Johnson e uma parceria entre Warren Buffett e a 3G Capital, mas, dado o que transpirou depois da oferta da Unilever, parece improvável que a 3G fizesses esta aquisição se não por intermédio da Heinz.

quinta-feira, 2 de março de 2017

3G Capital de Jorge Paulo Lemann tem US$ 15 bilhões para próximo grande negócio


O fundo criado no fim do ano passado pela 3G Capital, a empresa de investimentos de Jorge Paulo Lemann, Marcel Herrmann Telles e Carlos Alberto Sicupira, já conta com mais de US$ 15 bilhões (R 46,7 bilhões). O objetivo inicial era levantar US$ 10 bilhões com investidores privados e a cota mínima para entrar no negócio havia sido estabelecida em US$ 100 milhões (R$ 311,1 milhões) e nenhum centavo a menos. Gisele Bündchen e o tenista Roger Federer estão entre os que fizeram o aporte.
A 3G esteve por trás daquela que teria sido uma das maiores transações da história – a compra da Unilever pela Kraft Heinz por mais de US$ 143 bilhões (R$ 444,9 bilhões). A oferta de aquisição foi feita pela Kraft Heinz, que é controlada pela empresa de investimentos e pela Berkshire Hathaway, de Warren Buffett, à companhia anglo-holandesa na semana passada, mas não foi aceita e acabou sendo retirada. O apetite de Lemann e companhia por marcas globais, no entanto, continua grande.

quinta-feira, 14 de fevereiro de 2013

Catchup com tempero brasileiro


Nesta quinta-feira, a 3G Capital, de Jorge Paulo Lemann, Marcel Telles e Beto Sicupira, anunciou seu maior negócio desde a criação da AB InBev: a compra da empresa de alimentos Heinz por 28 bilhões de dólares. O negócio foi fechado em parceria com o megainvestidor Warren Buffett.
A transação será realizada por meio de uma combinação de caixa gerado pela Berkshire Hathaway e afiliadas da 3G Capital.
Warren Buffett
 
A Berkshire investirá de US$ 12 bilhões a US$ 13 bilhões na aquisição em entrevista canal de TV americano CNBC. Além disso, os compradores assumirão dívida de US$ 5 bilhões, valor incluído no total de US$ 28 bilhões.
A marca Quero, de molho de tomate, liderou o crescimento das vendas do grupo Heinz no Brasil, disse em conferência com analistas William Johnson, executivo-chefe da Heinz. “Estamos avaliando iniciativas agressivas para crescer de maneira orgânica ou não orgânica” no Brasil, disse Johnson.
Berkshire Hathaway e 3G Capital terão, cada uma, US$ 4,5 bilhões de participação no capital social da companhia. A firma de investimentos de Warren Buffett, porém, terá uma fatia adicional de US$ 8 bilhões em papéis preferenciais, informou o investidor em entrevista ao canal de TV “CNBC”.
Segundo Buffett, o fundo 3G, comandado pelos brasileiros Jorge Paulo Lemann, Marcel Telles e Beto Sicupira, vai ficar encarregado da administração da empresa adquirida. No futuro, o gestor não descartou utilizar a Heinz como veículo de investimento para comprar outras empresas.
Ambas as firmas têm histórico de aplicar recursos no setor de consumo. A Berkshire, por exemplo, detém uma fatia de quase 9% na The Coca-Cola Company, além de possuir uma participação de mais de 2% na Procter & Gamble e de 1,4% no Walmart.
Os sócios do 3G, por sua vez, estão entre os controladores da Anheuser-Busch Inbev junto com a Interbrew International — o grupo controla a brasileira Ambev. Em 2010, o fundo comprou o controle da rede de fast-food Burger King e fechou o capital da empresa.