Aécio Neves será o centro de um jantar, dia 31 de março, oferecido por
João Dória Jr. Deverá ser a primeira recepção em que o senador
responderá como candidato oficial do PSDB à Presidência da República. O
encontro acontecerá na casa do anfitrião, no Jardim Europa, em São
Paulo. É bom lembrar que essa é a data em que o golpe militar de 1964
completa 50 anos.
sexta-feira, 7 de fevereiro de 2014
Mensaleiro Esperança
Piadistas no engraçado mundo da internet não
perdem tempo.
Já informam que a Rede Globo e a Unesco esperam
contar com duas ajudas de peso para reforçar a arrecadação no
Criança Esperança de 2014.
Mas José Genoíno e Delúbio Soares - que
comprovaram ser bons em captar doações - têm planos de fundar uma
seita para concorrer com a igrejinha PT...
quinta-feira, 6 de fevereiro de 2014
Máquina que faz pizza em 2,5 minutos chega ao Brasil a 130 mil para investidor
Os empresários do ramo de alimentação estão apostando suas fichas nas
“vending machines" (máquinas de vendas) para elevar os lucros. A bola da
vez é uma máquina italiana que faz pizza em até três minutos. A
novidade já desembarcou no país e as primeiras unidades serão instaladas
nos próximos dias, à princípio em São Paulo, mas pelo menos 50 peças já
estão reservadas e 2 mil interessados, sendo 101 em Minas Gerais.
A
expectativa é instalar pelo menos 100 vending machines este ano.
Segundo o italiano Enrico Mondio, diretor da PVM, responsável pela vinda
das máquinas para o Brasil, a empresa foi criada especialmente para
trazer a operação da Pizza Pronto para o Brasil. Ele afirmou que a
máquina foi descoberta durante uma viagem para a Europa, em um aeroporto
de Milão. “Fomos até a fábrica no Norte da Itália e percebemos que o
negócio poderia ser interessante para o Brasil”, conta.
Segundo ele, as
negociações começaram em 2011. “Assinamos um acordo de exclusividade e
começamos a desenvolver parcerias com fornecedores brasileiros, o único
ingrediente que é trazido da Itália é uma farinha especial, o restante
foi adaptado para o gosto do brasileiro, inclusive, o molho vem de Minas
Gerais”, disse.
Para quem quiser investir em uma máquina, a empresa trabalha com o
sistema de comodato e licenciamento, além de estudar a possibilidade de
abrir franquias. O investimento é de R$ 130 mil, com contrato de quatro
anos. O custo sugerido de venda ao público será de R$ 15 por pizza,
tamanho 27 cm de diâmetro (seis pedaços), sendo que o custo para o
franqueado ou licenciado da matéria prima (incluindo embalagens e
ingredientes) por pizza é indicativamente de R$ 8,00 (sem considerar o
custo do ponto comercial).
O cliente receberá também no momento da compra uma caixinha com guardanapos, faca e garfo (gratuitamente e embutidos no preço da pizza), além da caixa da pizza com tampa. “No nosso business plan estamos calculando que a máquina iniciará a dar um retorno depois de 1 ano e meio, dependendo do numero de pizzas vendidas por dia. O nosso cálculo foi baseado com uma venda de cerca 40 pizzas/dia, durante 30 dias".
Outra consideração interessante feita pela empresa é que o Brasil, segundo consumidor de pizzas do mundo, perde somente para os EUA e, em países que não tem alguma tradição cultural com pizzas (Israel, Chile, Rússia, Emirados Árabes, etc.) se vendem no mínimo 30 pizzas por dia. O funciomento da máquina pode ser visto no site da empresa.
O cliente receberá também no momento da compra uma caixinha com guardanapos, faca e garfo (gratuitamente e embutidos no preço da pizza), além da caixa da pizza com tampa. “No nosso business plan estamos calculando que a máquina iniciará a dar um retorno depois de 1 ano e meio, dependendo do numero de pizzas vendidas por dia. O nosso cálculo foi baseado com uma venda de cerca 40 pizzas/dia, durante 30 dias".
Outra consideração interessante feita pela empresa é que o Brasil, segundo consumidor de pizzas do mundo, perde somente para os EUA e, em países que não tem alguma tradição cultural com pizzas (Israel, Chile, Rússia, Emirados Árabes, etc.) se vendem no mínimo 30 pizzas por dia. O funciomento da máquina pode ser visto no site da empresa.
quarta-feira, 5 de fevereiro de 2014
A História e a Europa
Para o historiador Harold James, no centenário da eclosão da Primeira Guerra, outros conflitos, como o da Síria, poderiam ser estopim para um novo conflito
Soldados alemães usam máscaras de gás enquanto operam uma arma especializada em abater aviões
na I Guerra Mundial
(General Photographic/Getty Images)
Por Harold James *
A História influi, mas de diferentes maneiras. Em alguns lugares e
para algumas pessoas, a História significa eternos confrontos que são
moldados por forças geopolíticas profundas: o que ocorreu há quatro
séculos pode representar o mesmo que ontem. Em outros lugares e para
outras pessoas, a História sugere uma necessidade de encontrar maneiras
de escapar de situações antigas e complexas e preconceitos
ultrapassados. É essa diferença que define a batalha intelectual que
ocorre atualmente ao redor da Europa.
Com o centenário da eclosão da Primeira Guerra Mundial, este ano,
dezenas de novas análises da "guerra para terminar todas as guerras"
surgiram na imprensa. E é tentador ver paralelos contemporâneos na
complacência imperial da Europa, particularmente na firme convicção de
que o mundo seria tão interligado e próspero que qualquer inversão fosse
impensável. Hoje, apesar dos supostos efeitos civilizadores de cadeias
globais de abastecimento, as tensões na Síria ou no mar da China
Meridional poderiam explodir o mundo – assim como ocorreu no conflito na
Bósnia, em 1914.
Refletir sobre o legado da Grande Guerra é também uma ocasião de
reviver a mentalidade da época. No Reino Unido, o secretário da
Educação, Michael Gove, recentemente levantou um forte debate político,
posicionando-se contra os historiadores que enfatizam a futilidade da
guerra, chamando-a de uma "guerra justa" contra o "implacável darwinismo
social das elites alemãs." Isto parece ser uma alusão velada às lutas
de poder da Europa contemporânea.
Mas o ano de 1914 não é o único, nem o mais atraente ponto de
comparação para interpretar o passado da Grã-Bretanha. O ano de 2015
será o bicentenário da Batalha de Waterloo e da derrota final de
Napoleão. O político de direita britânico Enoch Powell costumava afirmar
que o mercado comum europeu é a vingança que os alemães e os franceses
impuseram à Grã-Bretanha pelas derrotas que o bloco de países lhes
infligiu.
As celebrações e comemorações estarão cheias de simbolismo
relacionado aos conflitos contemporâneos. O primeiro-ministro britânico,
David Cameron, já teve de deslocar uma reunião de cúpula com o
presidente francês François Hollande do Palácio de Blenheim, local
proposto inicialmente, porque diplomatas franceses perceberam que o
edifício havia sido construído para homenagear John Churchill, o Duque
de Marlborough, que esmagou as forças de Luís XIV em 1704, perto da
pequena cidade da Baviera que deu o nome ao palácio.
O ano de 1704 é repleto de significado. A vitória sobre a França
estabeleceu as bases para o Tratado de União de 1707 entre Inglaterra e
Escócia. Essa união é objeto de um referendo importante que será
realizado este ano em território escocês.
Datas históricas alusivas estão sendo usadas ostensivamente, de forma
semelhante, em outro extremo do continente europeu, para invocar
imagens de inimigos que repercutem em debates políticos contemporâneos.
Há alguns anos, um filme russo, simplesmente intitulado “1612”,
evocou a era das trevas na Rússia, quando a enfraquecida liderança levou
o país a ser invadido e subvertido por astuciosos empresários e
aristocratas poloneses.
O diretor do filme, Vladimir Khotinenko, disse que foi importante que
seu público "não tenha considerado o filme como algo que aconteceu na
História Antiga, mas como um evento recente, que tenha sentido a ligação
entre o ocorrido há 400 anos e hoje."
Enquanto a Rússia luta para trazer a Ucrânia de volta à sua órbita,
outra data antiga se agiganta: 1709, quando o Tsar Pedro I, o Grande,
esmagou os exércitos sueco e cossaco na Batalha de Poltava. As margens
da Europa ocidental e oriental são obcecadas por datas que lembram suas
lutas: 1914, 1815, 1709, 1707, 1704 e 1612, entre outras. Por outro
lado, o núcleo do continente europeu é obcecado por transcender a
História, operando os mecanismos institucionais para superar os
conflitos que marcaram a Europa na primeira metade do século XX. O
projeto de integração europeu é uma espécie de libertação das pressões e
restrições do passado.
Após a Segunda Guerra Mundial, Charles de Gaulle desenvolveu uma
metafísica complicada para explicar o relacionamento do seu país com seu
passado problemático. Todos os países europeus foram traídos. "A França
sofreu mais que os outros porque foi traída mais que os outros. É por
isso que a França que deve perdoar... Somente eu posso conciliar a
França e a Alemanha, porque somente eu posso tirar a Alemanha da sua
decadência”.
Winston Churchill (um descendente direto do Duque de Marlborough), no
pós-guerra, tinha uma visão similar para superar as divisões e
contendas nacionalistas. "Este continente nobre (...) é a fonte da fé
cristã e a ética cristã", afirmou. "Se a Europa se unisse na partilha do
seu patrimônio comum, não haveria limite à felicidade, à prosperidade e
à glória dos seus trezentos ou quatrocentos milhões de habitantes.”
Hoje, o Centro Europeu é muito ingênuo ou muito idealista? É mesmo
possível escapar da História? Ou, ao contrário, há algo estranho na
maneira como as margens europeias obsessivamente recorrem aos marcos
históricos? Na Grã-Bretanha e na Rússia essa obsessão parece não ser
apenas uma maneira de defender os interesses nacionais, mas também um
mecanismo para apelar a uma população desencantada com a realidade
contemporânea do declínio do passado imperial.
De Gaulle e Churchill sabiam muito sobre a guerra, e queriam
transcender o legado sangrento de Poltava, Blenheim e Waterloo. Viam a
História como garantia de lições concretas sobre a necessidade de
escapar do passado. Hoje, as margens da Europa, por outro lado, parecem
determinadas a escapar para o passado.
* Harold James é professor de História na Universidade de Princeton
e pesquisador sênior do Centro para Inovação em Governança
Internacional
terça-feira, 4 de fevereiro de 2014
Fusão no transporte rodoviário
O Grupo Águia Branca e a Itapemirim - parecem dispostas a ignorar as
hostilidades do passado e seguir numa só direção. Por uma só direção,
entenda-se a fusão de dois dos maiores conglomerados de
companhias de ônibus do país, que transportam por ano cerca de 15
milhões de pessoas. A associação daria origem a uma empresa
responsável pela venda de aproximadamente 12% de todas as passagens
interestaduais comercializadas no país e com uma receita anual perto
de R$ 3 bilhões - o valor contabiliza apenas a unidade de transporte
rodoviário da Águia Branca, que corresponde a 20% do faturamento do
grupo (R$ 4 bilhões em 2013). Ao volante deste comboio estão o nonagenário Camilo Cola, fundador da
Itapemirim, e Nilton Carlos Chieppe, presidente e um dos principais
acionistas da Águia Branca. Chieppe vislumbra na parceria um movimento estratégico capaz de revigorar sua operação de transporte de passageiros, que, ano a ano, tem participação cada vez menor no faturamento do Grupo Águia Branca. O nonagenário Camilo Cola é quem tem as maiores - e mais dolorosas - motivações para
fechar o negócio. A operação seria uma porta de saída para o
inflamável contencioso familiar e o impasse sucessório que pesam
sobre os ombros do empresário e colocam em dúvida o próprio futuro da
Itapemirim. O imbróglio consanguíneo teve início em 2008, com a morte
de Ignez Cola, mulher de Camilo. Desde então, sua filha, Ana Maria
Cola, briga na Justiça contra o pai e, por tabela, com o irmão, Camilo
Filho.
segunda-feira, 3 de fevereiro de 2014
Problemas na Bacia
A produção de petróleo da Petrobras em 2013
foi 2,5% menor do que em 2012. Mas o que realmente chamou a atenção em
2013 foi a queda da produção na Bacia de Campos.
Em dezembro de 2013, foi 10% menor do que em dezembro de 2012. A
explicação técnica seria o fato de a Bacia de Campos estar entrando em
declínio pela idade.
Muitos analistas acham, porém, que a queda ocorre de forma muito
rápida – e aí a explicação seria uma gestão errada na produção.
Além disso, o número de sondas na Bacia de Campos caiu 30% entre 2011
e 2013 – e sem sonda não dá para aumentar a produção de petróleo,
lembra o consultor Adriano Pires.
Por Lauro Jardim - Veja
sábado, 1 de fevereiro de 2014
Não fui eu...
Publicado na edição impressa de VEJA
J. R. GUZZO
Nada como o fracasso para trazer à luz do sol alguns dos
defeitos mais desagradáveis que o ser humano esconde nos subúrbios distantes da
sua alma. Diz-me como lidas com teus fracassos, e eu te direi quem és
─ eis aí o resumo da ópera, numa adaptação do velho provérbio sobre as más
companhias. De fato, é quando as coisas complicam que fica mais fácil dividir o
bom do mau caráter. Personalidades construídas com material de primeira
qualidade sabem que o fracasso, em si, não é fatal; é apenas o resultado
dos erros de julgamento de todos os dias, e, portanto, deve ser enfrentado com
a disposição de fazer mudanças, adquirir mais conhecimento, ouvir mais gente e
assim por diante. Mas sabem, também, que o fracasso pode ser um pecado mortal
quando o seu autor não admite que fracassou, ou nega que tenha havido
realmente um fracasso, ou, pior que tudo, põe a culpa do fracasso nos outros.
Seu mandamento principal é uma frase muito ouvida nas salas de aula infantis:
“Não fui eu”. São pessoas fáceis de encontrar. Um dos seus habitats é
o governo.
A presidente Dilma Rousseff, por
exemplo, não perde nenhuma oportunidade de dizer
“não fui eu”. O ano de 2013, para ir direto ao assunto, foi uma
droga. O PIB cresceu abaixo de 2,5% ─ quase metade do que o governo tinha
prometido no começo do ano. O saldo da balança comercial teve o pior resultado
desde 2000, com uma queda de quase 90% em relação a 2012. Num tipo de molecagem
contábil cada vez mais comum, registrou-se como “exportação” a venda de
equipamento que nunca saiu do território nacional. Em dólar,
mesmo, não entrou um centavo no Brasil. Mas no papelório oficial
consta o ingresso de quase 8 bilhões, sem os quais, aliás, teria havido déficit
na balança de 2013. Outros truques parecidos fazem do Brasil um aluno promissor
da Escola de Contabilidade Cristina Kirchner.
Pela primeira vez em dez anos, caíram as vendas de carros. O
contribuinte pagou 1,7 trilhão de reais em impostos ─ a maior soma de todos os
tempos. Os brasileiros gastaram cerca de 25 bilhões de dólares no exterior,
quatro vezes mais do que os estrangeiros gastaram aqui ─ e qual a surpresa,
quando ficou mais barato comprar um enxoval em Miami do que em Botucatu? A
maior empresa do Brasil, a Petrobras, teve um desempenho calamitoso: em apenas
um ano, de 2012 a 2013, foram destruídos 40 bilhões de reais do seu valor de
mercado. O Brasil (que Lula, em 2006, proclamou “autônomo” em petróleo, e já
pronto para “entrar na Opep”) importou 40 bilhões de dólares em petróleo e
derivados em 2013.
A presidente, cada vez mais, dá a a impressão de estar
passeando num outro planeta. Segundo Dilma, 2013 até que foi um ano bem
bonzinho, e o que pode ter acontecido de ruim não foi culpa dela, e
sim da “guerra psicológica” que teria sofrido. Foram condenados, também, os
“nervosinhos” ─ gente que, segundo o ministro Guido Mantega, fez cálculos
pessimistas para as contas públicas de 2013. Veio, então, com uns miseráveis
decimais acima das tais previsões ─ que, de qualquer forma, ficaram muito
abaixo da meta prometida. Os juros foram a 10,5% ao ano, a inflação voltou a
roncar e o Brasil pode perder o seu sagrado “grau de investimento” em 2014.
A estratégia econômica resume-se hoje a repetir a ladainha
de sempre sobre o desemprego de “apenas 4,6%”, que na verdade parece ser de 7%,
e o aumento de renda que levou “milhões de brasileiros” a sair da miséria e
subir à “classe média”. Chega a ser piada de humor negro misturar dados de
desemprego no Brasil e em países do Primeiro Mundo, para vender a ilusão de que
“estamos melhor que eles”. O que adianta isso, quando o abismo entre nosso
bem-estar e o do mundo desenvolvido continua igual? Da “subida social” dos
brasileiros, então, é melhor nem falar. Falar o quê, quando o governo decidiu
que faz parte da classe média todo cidadão que ganha de 291 reais por mês a 1
019? A presidente quer que acreditemos no seguinte disparate: a pessoa entra na
classe média se ganhar menos da metade do salário mínimo por mês; se ganhar 1
020 reais, já fica rica.
A presidente Dilma daria um enorme passo adiante se deixasse
entrar na própria cabeça a ideia de que um fracasso é apenas um fato,
e não um julgamento moral. Ninguém se torna um ser humano melhor
porque acerta, ou pior porque erra. Mas no Brasil o que vale não é
enfrentar o fracasso lutando pelo sucesso. Melancolicamente, o que funciona é
negar a derrota e chamar a marquetagem para dar um jeito nas coisas. O
resultado são anos como 2013.
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