quinta-feira, 2 de março de 2017

3G Capital de Jorge Paulo Lemann tem US$ 15 bilhões para próximo grande negócio


O fundo criado no fim do ano passado pela 3G Capital, a empresa de investimentos de Jorge Paulo Lemann, Marcel Herrmann Telles e Carlos Alberto Sicupira, já conta com mais de US$ 15 bilhões (R 46,7 bilhões). O objetivo inicial era levantar US$ 10 bilhões com investidores privados e a cota mínima para entrar no negócio havia sido estabelecida em US$ 100 milhões (R$ 311,1 milhões) e nenhum centavo a menos. Gisele Bündchen e o tenista Roger Federer estão entre os que fizeram o aporte.
A 3G esteve por trás daquela que teria sido uma das maiores transações da história – a compra da Unilever pela Kraft Heinz por mais de US$ 143 bilhões (R$ 444,9 bilhões). A oferta de aquisição foi feita pela Kraft Heinz, que é controlada pela empresa de investimentos e pela Berkshire Hathaway, de Warren Buffett, à companhia anglo-holandesa na semana passada, mas não foi aceita e acabou sendo retirada. O apetite de Lemann e companhia por marcas globais, no entanto, continua grande.

Por que empresários bem sucedidos são corruptos? Harvard responde



O que leva empresários e executivos bem-sucedidos a enveredar por caminhos ilícitos? Para Eugene Soltes, da Harvard Business School, tem menos a ver com cobiça e falta de caráter do que se pensa. A distância física e psicológica das vítimas faz essas pessoas perderem a noção do estrago que podem causar
Por Paulo Vieira para a revista Poder de fevereiro
Não faltariam personagens no Brasil. E tampouco nos Estados Unidos, país onde está grande parte dos empresários e executivos citados no livro Why They Do It: Inside the Mind of the White-Collar Criminal (PublicAffairs, não lançado por aqui), que tenta explicar por que profissionais extremamente bem-sucedidos enveredam pelo caminho do crime corporativo. Seu autor, Eugene Soltes, professor da Harvard Business School, fez longo inventário sobre o surgimento desse crime e entrevistou gente que botou para quebrar, como Bernard Madoff, condenado a 150 anos de prisão por ter montado um esquema de pirâmide que levou seus investidores a um prejuízo de pelo menos US$ 18 bilhões. Mesmo na cadeia, Madoff não sossegou: monopolizou a compra do chocolate instantâneo para vender o produto com ágio para os colegas e, segundo se noticiou, recentemente levou um tapa de outro detento por mexer na posição da TV sem autorização dos “parças”.
Se até o fim dos anos 1960 despachar empresários e altos executivos para a cadeia era algo francamente desconfortável, no começo do século 21, em um período de apenas cinco anos, 200 CEOs, 50 CFOs e 120 vice-presidentes foram condenados por crime do colarinho branco nos Estados Unidos. Ainda assim, a corrupção cresceu nas corporações. Para Soltes, empresários e executivos fazem isso menos por cobiça ou por serem essencialmente maus, mas por não verem dano associado às suas ações e por estarem física e psicologicamente distantes de suas vítimas.
Nesta entrevista exclusiva a PODER, Soltes fala sobre o crescimento do crime corporativo no mundo, diz ser “encorajador” ver sinais de que países como o Brasil vêm tentando cada vez mais lidar com o problema, acha que os sistemas de compliance podem falhar na proteção dos funcionários e ainda tenta responder a uma pergunta que não quer calar: a Odebrecht vai sobreviver?
PODER: Em seu livro, o senhor mostra de que forma executivos trilharam caminhos em direção ao crime do colarinho branco. Há uma coleção grande de exemplos. Mas uma questão ficou, e ela é justamente o leitmotiv da obra: por que fizeram isso? Se tivesse de escolher uma única razão, qual seria?
EUGENE SOLTES: Executivos não veem o dano associado às suas ações ao tomar decisões passíveis de serem criminalizadas. No crime do colarinho branco, as vítimas estão distantes física e psicologicamente. Como resultado, não há o mesmo sentimento que se tem quando se inflige o mal às vítimas dos crimes comuns.
PODER: Ocorre no Brasil uma enorme investigação relacionada a crimes perpetrados por políticos e seus financiadores em companhias privadas ou estatais. O controlador da Odebrecht, maior empreiteira do país, por exemplo, está na cadeia e mais de 70 executivos assinaram acordos de delação premiada. Comparadas às empresas que o senhor estudou, acha possível que a Odebrecht mantenha sua força depois da investigação?
ES: Há companhias que conseguiram se recuperar. Computer Associates e Tyco, por exemplo, tiveram seus executivos condenados e encarcerados e seguiram fortes. Nas que conseguem sobreviver, a atividade-fim é sólida, e a fraude ou não faz parte do negócio (desfalques financeiros, por exemplo) ou não é aplicadacom o intuito de sustentar a empresa (como na pirâmide montada por Bernard Madoff). O desafio que a Odebrecht e outras empresas nessa situação enfrentam é que sua capacidade de manter contratos e de atrair novos negócios pode se reduzir por conta da corrupção interna. Companhias sólidas podem cair se clientes considerarem preocupante fazer negócio com elas. Nos Estados Unidos, organizações muito maiores que a Odebrecht estão indo à bancarrota por conta de alegações de fraude e de corrupção.
PODER: Se Bernard Madoff pudesse liderar uma companhia novamente, ele montaria outra pirâmide? Pessoas que incorrem em crimes do colarinho branco aprendem com seus erros ou esse comportamento é compulsivo?
ES: Não creio que Madoff tenha premeditado a criação de um esquema de pirâmide. Seu caso é trágico porque, como outros executivos com quem tive contato (para escrever o livro), ele é genial. Seu brokerage business (negócio que assessora na compra e na venda de ações) é responsável por inovações importantes em diversos mercados financeiros. Ao mesmo tempo, criou um sistema fraudulento. Quando a pressão era grande, em vez de parar, ele cavou mais fundo. Em outra vida e em outro mundo, talvez pudesse ser lembrado como um grande líder do sistema financeiro.
PODER: Dois casos de executivos condenados e presos citados em seu livro, Rajat Gupta, da consultoria McKinsey, e Scott London, da KPMG, levam a crer que não é dinheiro nem mesmo vantagens pessoais que conduzem ao crime corporativo. O que seria, poder? Amizade?
ES: As razões são diversas e incluem amizade e
lealdade. Mas esses dois executivos bem-sucedidos não premeditaram ações criminosas. Há um caminho escorregadio que leva de um ponto a outro. Quando eles perceberam o que haviam feito já estavam envolvidos em ações de enorme repercussão.
PODER: Como as companhias podem desenvolver antídotos para os crimes do colarinho branco?
ES:  A eliminação total desses crimes nas corporações é inviável. Os custos altíssimos talvez criassem mais dano. Mas não se deve aceitar o nível atual de infrações. Um dos principais desafios está no fortalecimento da cultura corporativa. É comum firmas criarem sistemas de compliance que são mais focados em regras do que em proteger seus funcionários. Vejo muitas pessoas inteligentes e bem intencionadas engajando-se em atividades criminosas não por terem se tornado más, mas por sucumbir às circunstâncias, aos estímulos e às pressões que as cercam.
PODER: Depois que o senhor terminou de escrever seu livro algo mudou no mundo do crime corporativo?
ES: Acredito que houve um incremento da preocupação com essa questão no mundo. Historicamente, Estados Unidos e Reino Unido sempre estiveram na linha de frente do combate à corrupção corporativa. Agora vemos outros países lidando com esses problemas, e o Brasil é o mais proeminente deles. Acho isso muito encorajador.

terça-feira, 7 de fevereiro de 2017

Executivo gasta R$ 1 milhão em noitada



As noitadas eram tidas como comuns dentro do banco, e muitas vezes eram feitas para agradar clientes, contam pessoas próximas

Foram duas noites de baladas regadas a champanhe Dom Pérignon e tequila Patrón Magnum. Drinques caros em qualquer lugar do mundo, mas especialmente em Nova York. Se o ritmo da balada for o de “beber à vontade”, a conta pode chegar a R$ 1 milhão.

Esse é, pelo menos, o valor que o executivo Marco Gonçalves, um dos principais negociantes de fusões e aquisições do Brasil, na época no comando da área no banco BTG Pactual, teria gasto nos dias 10 e 11 de junho de 2016 na badalada boate Provocateur, na Big Apple.

A história veio à tona na semana passada, em uma reportagem do jornal New York Daily News. Nos últimos dias, não se falava em outra coisa nos escritórios da Faria Lima, avenida que abriga a maior parte dos bancos de investimento que atuam no Brasil.

Gonçalves teria alegado a amigos que estava contestando o valor, já que estaria na boate com quatro pessoas e seria impossível gastar tal montante. Já os donos da casa, em ação na Justiça, alegam que ele pagava bebidas para “inúmeras pessoas”.

Gastou US$ 208 mil na primeira noite e deixou o cartão de crédito em garantia. Na noite seguinte, foram mais US$ 131 mil. Como o cartão foi recusado, o executivo teria assinado nota promissória, se comprometendo a pagá-la até dezembro.
Em nota à imprensa brasileira, Gonçalves disse desconhecer os fatos e que não tinha pendência com o estabelecimento.
Estilo

No mercado, Gonçalves era conhecido por “jogar pesado” para fechar negócios. “Ele é alguém que você quer do seu lado na mesa de negociação”, diz um ex-colega.
“Não importa quão complexa era a operação, ele criava estruturas perfeitas para fazer o negócio ficar de pé.”
Segundo fontes, era um dos maiores geradores de resultados do banco, mas arrumava atritos com outros sócios.
Não deixou, por exemplo, que ações das empresas de Eike Batista fossem dadas como pagamento de operação feita pelo BTG.

De sua vida pessoal poucos sabem, mas Marcão tem um passado ligado à religião. No banco, era conhecido pelo temperamento forte, mas também por ser piadista.
As noitadas eram tidas como comuns e muitas vezes eram feitas para agradar clientes, contam pessoas próximas.

Procurado, o BTG não comentou. O executivo não retornou os contatos.

As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.

Codemig


A Companhia de Desenvolvimento Econômico de Minas Gerais (Codemig) faz chamamento público de patrocínio a projetos e eventos para o primeiro semestre de 2017. Os interessados podem se inscrever entre os dias 10 de fevereiro e 3 de março. As propostas serão analisadas, e o resultado final deverá ser divulgado em 21 de março. O edital, com as informações e os documentos necessários, está disponível no www.codemig.com.br. O investimento total da Codemig na iniciativa é de até R$ 1 milhão. 


quinta-feira, 3 de setembro de 2015

Lia Aguiar herdeira do Bradesco vai doar toda a sua fortuna para caridade


Lia Maria Aguiar, uma das herdeiras do Bradesco, decidiu doar toda sua fortuna para a caridade. Sem herdeiroas, a bilionária de 77 anos estipulou em seu testamento que os cerca de US$ 1,2 bilhão (R$ 4,5 bilhões) em ações que possui do banco e da holding Bradespar, uma das controladoras da mineradora Vale, serão inteiramente transferidos após sua morte para a fundação beneficente que leva seu nome, cuja sede fica em Campos do Jordão.

A fundação conta com projetos socioculturais para crianças e jovens, trabalhando quatro pilares fundamentais: educação, cultura, meio ambiente e inclusão social. Trata-se da maior doação financeira feita por uma pessoa física no Brasil.

Lia investiu mais de R$ 28 milhões na fundação desde sua criação, R$ 6 milhões somente nos últimos dois anos, somas provenientes dos dividendos que recebe do Bradesco, que somente no ano passado foram mais de R$ 85 milhões. A bilionária é uma das três filhas adotivas de Amador Aguiar, fundador do Bradesco, falecido em 1991. As outras são Lina Maria Aguiar e Maria Angela Aguiar Bellizia, que também são acionistas do Bradesco e da Bradespar e possuem, respectivamente, US$ 1,5bilhão (R$ 5,7 bilhões) e US$ 847 milhões (R$ 3,2 bilhões) em ações das duas empresas. 

quarta-feira, 2 de setembro de 2015

AG Plast fará investimento de R$40 milhões em Juiz de Fora



O prefeito Bruno Siqueira e o diretor-presidente do grupo AG, Anderson Cardoso Guimarães, assinaram, na manhã desta quarta-feira, 2, protocolo de intenções prevendo a expansão da AG Plast/ AG Pet no município. A AG Preformas Plástica Ltda será destinada à produção de preformas de polietileno tereftalato (pet), hoje trazidas do Uruguai. Os investimentos são da ordem de R$40 milhões, com a geração de 186 empregos diretos.



O prefeito destacou a importância da empresa na geração de emprego e renda na cidade e garantiu o apoio da Prefeitura de Juiz de Fora. “A AG Plast é uma empresa fundamental ao desenvolvimento de nossa cidade. Esperamos inaugurar esta nova etapa em breve. Não mediremos esforços para que a empresa tenha destaque, não só local, mas nacionalmente.”

Guimarães explicou que, com a expansão da fábrica, localizada no Distrito Industrial, as preformas, parte da cadeia produtiva e atualmente importadas, serão produzidas para utilização na produção e para revenda. “Serão R$40 milhões em investimento nos próximos quatro anos, entre máquinas e equipamentos”.

Para a expansão, a empresa contará com incentivos municipais. “Este é mais um investimento em que o Município está aportando os terrenos como uma forma de incentivar o empresário a manter seus negócios na nossa região. Além disso, há isenções de IPTU (Imposto Predial Territorial Urbano), de ITBI (Imposto sobre a Transmissão de Bens Imóveis) e de ISS (Imposto Sobre Serviços de Qualquer Natureza) na construção. Nosso objetivo é sempre atrair empreendimentos e incentivar a expansão das empresas locais, o que é bom para a economia e desenvolvimento do município” explicou o secretário de Desenvolvimento Econômico, Trabalho e Geração de Emprego e Renda, André Zuchi.

Com sede em Juiz de Fora, a AG Plast/ AG Pet é uma empresa de fabricação de frascos plásticos em polietileno (PE) e polietileno tereftalato (PET), que atendem às necessidades de indústrias hidrominerais, cosméticas, farmacêuticas, alimentícias e de sanitizantes. “Há 17 anos iniciamos nossa empresa em Juiz de Fora, com muita dedicação e trabalho. Importante enfatizar que, nos últimos dois, tivemos o apoio concreto da Prefeitura. Temos crescido, não só gerando empregos, mas oferecendo maiores salários e qualificação profissional. Queremos agradecer e tenho certeza de que estamos no caminho certo”, disse Anderson Cardoso Guimarães.

Estiveram presentes no ato de assinatura do protocolo de intenções o vereador Aparecido Reis, secretários municipais e colaboradores da Secretaria de Desenvolvimento Econômico, Trabalho e Geração de Emprego e Renda.


FOTO: Gil Velloso

* Informações com a Assessoria de Comunicação da Sdeer, pelo telefone 3690-8341.

sexta-feira, 28 de agosto de 2015

Cinco dicas de sucesso de Jorge Paulo Lemann, o homem mais rico do Brasil



O homem mais rico do Brasil completou 76 anos nesta última quarta-feira praticamente como um desconhecido para a grande maioria dos brasileiros, apesar de possuir algumas das empresas mais famosas do país e até mesmo do mundo. Com uma fortuna pessoal de bilhões (R$ 79,4 bilhões), Lemann é o maior acionista da ANHEUSER-BUSCH InBev, a maior cervejaria do mundo e dona de marcas como Brahma, BUDWEISER e Stella Artois. 

Ele também possui participações consideráveis na holding Restaurant Brands International (dona do Burger King e da rede de cafeterias canadense Tim Hortons), e da fabricante de ketchup Heinz, que recentemente se fundiu com a Kraft Foods. Isso sem falar que há anos circulam rumores sobre o interesse dele em comprar a Pepsico e, desde os início do ano, a Coca-Cola.

Quando não está envolvido em um grande negócio, no entanto, Lemann passa os dias em uma casa sem ostentação às margens do lago Zurique, na cidade de mesmo nome, e onde ele reside desde 1999. Casado com a suíça Susanna, o bilionário têm seis filhos – três deles de seu primeiro casamento com Maria de Santiago Dantas Quental. 

De temperamento calmo, Lemann pode ser decifrado não somente pela maneira razoavelmente simples como vive, mas também por algumas das regras que criou e que considera fundamentais para o sucesso de qualquer negócio, seja grande ou pequeno. O Blog lista 5 destas regras abaixo:

1. Pessoas boas e que trabalhem bem são o maior ativo de uma empresa

2. A principal função dos chefes é encontrar pessoas melhores do que eles para conduzirem negócios mesmo durante a ausência de seus líderes;

3. Bom senso vale mais do que qualquer ideia complexa. Simples é sempre melhor do que complicado

4. Inovações que agregam valor são úteis. Mas copiar o que funciona em outras empresas é bem mais fácil

5. Sonhar grande dá exatamente o mesmo trabalho que sonhar pequeno. Portanto, sempre sonhe grande!